Little Harume

Who are you?

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Algo bem difícil a ser definido. Muitos defeitos, algumas qualidades. Sou exatamente o que deveria ser, não quero te agradar, ser aceito ou admirado. Sr. Durden é ácido, chato e principalmente INDIFERENTE à tudo a sua volta. Apesar que todas as pessoas tentam ser assim, diferente e terminam sendo exatamente iguais à todas as outras. O que temos são apenas opiniões um pouco diferente de cada pessoa. O que considero pra me diferenciar dos outros é que eu penso, questiono tudo. Em relação aos outros, eles diriam que sou do contra, mas não é isso! O que me destaca é minha personalidade e tenho orgulho de ser assim: alguém que não aceita, desconfia, analisa e depois vê o que há de bom a ser aproveitado. Sou assim, nem nome eu tenho, sou apenas Dexter Durden queiram ou não.

domingo, 7 de novembro de 2010

Trecho do livro O Pequeno Principe

 Andando, o principezinho encontrou um jardim cheio de rosas. Contemplou-as...eram todas iguais à sua flor.
E deitado na relva, ele chorou...
E foi então que apareceu a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Que quer dizer "cativar" ?
- É uma coisa muito esquecida. Significa criar laços...Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. Eu não tenho necessidade de ti e tu não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas se tu me cativas, teremos necessidade um do outro. Serás para mim, único no mundo. E eu serei para ti, única no mundo. Minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. O teu passo me chamará para fora da toca, como se fosse música. A gente só conhece bem as coisas que cativou.
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal- entendidos. Cada dia te sentarás mais perto...Se tu vens, por exemplo, as quatro da tarde, desde as três, eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar...a gente corre o risco de chorar um pouco, quando se deixou cativar. E acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua, é a única no mundo. É simples, o segredo: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos. Foi o tempo que perdeste com tua rosa, que fez tua rosa tão importante. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar...

“Os homens do teu planeta, disse o principezinho, cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim... e nunca encontram o que procuram... E, no entanto, o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa, ou num pouquinho d'água... Mas os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração..."